Se eu pudesse descrever em palavras o amor que sinto pela vida, eu diria, mas o que sinto está além das palavras, além das imagens, além muito além. Dentro de mim há um universo infinito, que se revela quando estou em movimento, por isso danço por isso eu atuo !
Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Raks el Daff ou Dança do Pandeiro


A dança do Pandeiro muito provavelmente tenha origem cigana, assim como todas as danças que utilizam objetos percussivos. Existem registros antigos que falam da utilização deste instrumento pelas sacerdotisas, com finalidade sagrada. Abaixo segue uma tradução feita por Marise Soares Hansen, do livro “When the drummers were women”.
“Minha pesquisa sobre a história do pandeiro levou-me a uma jornada pelo mundo das mulheres que se estende desde os tempos mais remotos. Descobri que milhares de anos, os habitantes do mundo mediterrâneo adoravam várias formas de uma Grande Deusa criadora. No centro crença sempre esteve a percussão, especialmente o pandeiro. Com ele, a Deusa regulava a dança rítmica do Cosmo – a sucessão das estações do ano, os ciclos da lua, o crescimento e amadurecimento dos grãos, as vidas das pessoas. 



Fontes antigas mostram que o pandeiro era um poderoso símbolo de presença espiritual. Sacerdotisas eram hábeis nas técnicas de domínio deste instrumento. Elas sabiam quais ritmos aceleravam o processo de maturação das sementes recém-plantadas; quais facilitavam o nascimento dos bebês; quais induziam a um estado de transcendência espiritual. Guiadas pelas batidas do pandeiro, alteravam voluntariamente seu estado de consciência, viajando pelo céu, pela Terra e pelo mundo subterrâneo.
Pesquisas científicas que vão da astrofísica à biologia defendem a idéia de que o ritmo é uma força fundamental. Estudos sobre o funcionamento do cérebro sugerem que a percussão é capaz de alterar nosso estado de consciência. Proibindo o uso do pandeiro, as religiões patriarcais eliminaram o culto à Deusa e vetaram também o acesso a partes significativas da nossa mente. (...)

Dizem que quando estamos sintonizados com outra pessoa, isso é um dos grandes prazeres da vida. Apaixonar-se nada mais é do que sintonizar-se e acompanhar o ritmo de outra pessoa.
Os principais acontecimentos da vida como nascimento, morte, doença, gravidez, separação, são estressantes em partes porque quebram os ritmos pessoais e familiares. (...)A necessidade de recuperar o ritmo interrompido leva as pessoas a tentarem, ainda que inconscientemente, recuperar seu ritmo pessoal e as relações perdidas.
Em comunidades arcaicas, na Yoga Nada, em oráculos dos antigos templos, a música tem papel importante para a união com o divino. A percussão rítmica era uma habilidade necessária à cura e harmonia das pessoas, e muito respeitada entre estas mulheres.”




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